Sabe aqueles dias que tu acorda de ressaca? Não, calma, isso é Mr. Catra… Sabe aquelas expressões do português que você não sabe se estão certas ou erradas, ou alguma errada que parece certa e vice versa, aquela palavrinha que você sempre vê alguém escrevendo errado, não importando quantas vezes já tenham corrigido a pessoa? Hoje vamos falar delas.

Quem nunca se perguntou se se escrevia “Geito” ou “jeito”? “Mexer” ou “mecher”? “Em cima”, ou “encima”? E os inúmeros “porquês” que nós temos? Dúvidas como essas são normais, não se sinta menos inteligente (ou intelijente?) porque teve dúvidas em alguma, ou por usar errado com frequência. Também não se sinta mais inteligente por saber qual é a correta, ou quando usar cada uma. É normal ter dúvidas, e a Língua Portuguesa é realmente muito complicada. Bom, volto nesses casos depois pra responder.

Agora a parte, digamos, negativa da situação. Não vou dizer pra ninguém se sentir mais burro, afinal, queremos sempre promover a paz, não é mesmo? Mas o que raios leva uma pessoa a escrever “agente” para referir-se a “nós”, ou a colocar “mais” no lugar de “mas” e vice versa? Quem nunca teve uma urticária causada por pessoas engolindo o R no final de verbos no infinitivo, como em “Vou fala com ela hoje”, “Ele vai me leva lá”?  Ah, meu Deus, já até começou a coceira. Pior que isso (ou não) só quando colocam um I no lugar de E nas palavras: “Pedi pra ele me levar” (considere a pronúncia como “pede”).  Errinhos e mais errinhos que não deveriam ser cometidos, mas são. Por que será (ou “por quê”? Ou “porque”? Ou “porquê”?)? Eu tenho algumas teorias:

A primeira é que as pessoas na verdade todas sabem as regras, mas preferem não as usar, ou têm preguiça disso, por se tratar de meios informais. Bom, desde que falem corretamente em situações formais, tudo bem.professor4.png

A segunda é que na verdade a raça humana foi dominada por robôs há muito tempo e somente aqueles que são humanos de verdade escrevem errado, pois as máquinas não erram (Mas isso não significaria que eu sou um robô? Bip-Bop, quer dizer, que absurdo!).ithinker_chin-700x428.jpg

A terceira é que há uma defasagem enorme na educação de base, que atrelada à falta de interesse por parte das pessoas de se formarem melhor e de buscar o crescimento pessoal, causa esse declínio linguístico tão grave visto hoje.12088421_1061845433856089_2084973533992395329_n

São três boas teorias, mas claro que a segunda é a mais aceitável. Sem mais delongas, vamos às conclusões finais. Existem erros e dúvidas que são aceitáveis, por se tratarem de coisas parecidas, casos que ambas opções parecem certo, coisas assim, e existem erros mais grotescos, que não deveriam, ou poderiam, ser cometidos com frequência. Cabe a nós a tarefa de pesquisar e se interessar por algo tão importante: Nosso idioma. Não adianta nada ser fluente em inglês, arranhar um espanhol intermediário e falar um português igual  a um troglodita da montanha.

Ah, e voltando àqueles casos que eu falei que voltaria: ‘jeito’ é com J, ‘mexer’ é com X, os “porquês” dá trabalho de explicar e tanto ‘encima’ quanto ‘em cima’ estão corretos. “Em cima” trata-se de algo que está (dã) em cima de alguma coisa, e o verbo usado para isso é “encimar”. Sua conjugação na segunda pessoa do singular no modo indicativo é “encima”. Logo, quando você quer dizer que algo está em cima de outra coisa, você diz que ela encima esta outra coisa. Difícil, não é? Português é complicado, mesmo. Mas não se sinta mal se errar, acontese com todo mundo.

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