Essa semana teve polêmica na internet, pra variar um pouco. Antes de abordar o assunto acho interessante apontar que eu não sou contra o movimento feminista, mas sim contra o exagero. Não só aqui, qualquer tipo de extremismo.

Resumindo a história, uma mulher entrou em uma barbearia e pediu um corte de cabelo, que foi negado pois o público da barbearia é masculino. Ela foi para as redes sociais e as feministas se emputeceram com a barbearia por exibir um sexismo tão descarado e estar oprimindo a mulher que só queria um corte de cabelo.

Caso você seja igual ela e não saiba o que é uma barbearia, é um salão de beleza que atende um público masculino e é especializada em barba, cabelo (masculino) e bigode.

O relato dela foi esse:

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Vendo isso, o povo reacionário feminista que “luta por igualdade” foi na página do Facebook e encheu de negativações, sem antes verificar o outro lado da história. A barbearia Dom Filippo foi acusada de ser sexista, machista e opressora como de costume, mas aí é que vem a reviravolta.

A dona do estabelecimento, isso mesmo DONA com A, tá vendo? Fez um vídeo relatando o ocorrido , veja aqui.

Nele ela explica que cordialmente foi dito à mulher que o público da barbearia não eram mulheres. No mesmo momento ela se exaltou, gritando palavrões e se dizendo feminista e blá-blá-blá… Cá entre nós, qual história parece mais crível? A da mulher que foi discriminada e mal tratada por um profissional em horário de trabalho (que resultaria em uma demissão) ou a da feminista que quer impor tudo e todos ao seu prisma ideológico? Tire suas conclusões.

Clientes da barbearia, que estavam lá na hora e que frequentam o local desmentiram toda a história contada pela dona da postagem cujo perfil no facebook já não existe mais (curioso né?). Na hora de atacar todos apoiadores não pensam duas vezes, quando a história real aparece, ninguém tem a coragem de se retratar, ninguém quer se desculpar pelas mensagens de ódio e negativações deixadas na página sem um motivo plausível. Graças às “pessoas de bem” que entenderam que a história foi um grande mal entendido -intencional por uma parte- a página voltou a ser positivada.

Pense, se um homem quisesse entrar num ginecologista, obviamente ele não vai ser atendido, essa comunidade se prontificaria da mesma forma? Com certeza seria demonizado e atacado por quem “luta por igualdade”. Trazendo para o mesmo contexto, se um homem fosse a um salão de beleza que a especialização e o público é feminino e não fosse atendido esses mesmos que “lutam pela igualdade” se prontificariam a “ajudar”?

Não tenho nada contra o feminismo, acho até pertinente até certo ponto. Mas isso já está passando dos limites, em absolutamente tudo elas se fazem de vitima, recorrem à comunidades de feministas, que desencadeia ataques agressivos e muitas vezes sem sentido àqueles que as “oprimiu”. Convenhamos, isso não é luta por igualdade, nem de longe. Ninguém acusa as lojas Marisa de ser sexista porquê só vendem roupas para mulheres, mas se tivesse a loja Rodolfo que só vende roupas pra homens seria uma afronta, um levante do patriarcado contra as mulheres.

Estas “pessoas de bem” que eu citei lá em cima, essas que não vestem a camisa de movimento algum e que observam as coisas com imparcialidade, eles sim praticam a igualdade.

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