Coréia do Norte

Coreia do Norte, oficialmente República Popular Democrática da Coreia é um país do Leste Asiático que ocupa a metade norte da Península da Coreia faz fronteira com a Coreia do Sul, a China e a Rússia. Sua capital e maior cidade é Pyongyang, ela possui uma área de 120.540 km²  e uma população de 24 milhões. A Coreia do Norte é um Estado unipartidário sob uma frente liderada pelo Partido dos Trabalhadores da Coreia. O governo do país se autodeclara como seguidor da ideologia juche, desenvolvida por Kim Il-sung, ex-líder do país. Possui um IDH médio de 0,595 (177°), um PIB baixo de 12 bilhões e uma das piores médias per capita apenas US$  506 com a sua moeda Won norte-coreano.

The_Mansudae_Housing_Complex_and_Ryugyong_Hotel_in_the_distance_(11641467033)
Capital Pyongyang

 

Coreia do Norte é subdividida em 9 províncias2 cidades controladas diretamente pelo governo central e 3 regiões administrativas especiais com várias designações. Eis as subdivisões:

1 Pyongyang
2 Região Industrial de Kaesong
3 Região Turística de Kumgang-san
4 Região Administrativa Especial de Shinuiju
5 Chagang
6 Pyongan Norte
7 Pyongan Sul
8 Hwanghae Sul
9 Hwanghae Norte
10 Kangwon
11 Hamgyong Sul
12 Hamgyong Norte
13 Ryanggang 1

Rajin-si a outra região protegida pelo governo

Provinces_of_North_Korea

 

Como já sabemos a Coréia do Norte e um país muito fechado por isso pouco se sabe ao certo sobre sua atual cultura e seus costumes, extremamente fechados pela sua política, porém antes de falar disso voltarei um pouco na história.

Cultura

Antes da divisão das Coréias o país passou por muitas histórias a mais de 2.000 a.c sendo o primeiro relato em 2 333 a.C  com Tangun (também chamado Dangun) que fundou a dinastia Chosŏn (chamado frequentemente de Gojoseon para evitar a confusão com a dinastia do século XIV de mesmo nome). A antiga Coreia passou a albergar uma série de cidades-estado em constantes guerras, que apareciam e desapareciam constantemente. Contudo, três reinos, BaekjeSilla e Koguryo, se fortaleceram e dominaram a cena histórica da Coreia por mais de duzentos anos, no período conhecido como “os Três Reinos da Coreia“. Em 676 d.C., Silla unificou com sucesso quase todo o território coreano, com exceção do reino de Balhae. O domínio destes reinos, sobretudo a Coreia e parte da Manchúria, deu origem ao período dos estados Norte e Sul. Em 918, o general Wang Geon fundou o reino de Goryeo (ou Koryŏ, de onde provém o nome Coreia). No século XIII, a invasão e dominação dos mongóis debilitou este reino. Depois de quase trinta anos, o reino conservou o domínio sobre o território da Coreia, ainda que, na realidade, era um estado tributário dos mongóis. A queda do Império Mongol foi seguida uma série de lutas políticas e, após a rebelião do general Yi Seong-gye em 1388, a dinastia Goryeo foi substituída pela dinastia Joseon.

220px-Sinpyong_Lake,_North_Korea_(2921982738)
Os dois grandes líderes da história do país Kim Il-sung  e Kim Jong-il

Entre 1592 e 1598, os japoneses invadiram a Coreia, depois de a dinastia Joseon ter negado a passagem ao exército japonês liderado por Toyotomi Hideyoshi, em sua campanha à conquista da China. A guerra só terminou quando os japoneses se retiraram após a morte de Hideyoshi. É nesta guerra que surge como herói nacional o almirante Yi Sun-sin e a popularização do famoso Navio Tartaruga. No século XVII, a Coreia foi finalmente derrotada pelos manchus e se uniu ao Império Chinês da Dinastia Qing. Durante o século XIX, graças à sua política isolacionista, a Coreia ganhou o nome de “Reino Eremita”. A dinastia Joseon tratou de proteger-se contra o imperialismo ocidental, mas foram obrigados a abrir suas portas para o comércio ocidental. Depois da Segunda Guerra Sino-Japonesa e da Guerra Russo-Japonesa, a Coreia passou a ser parte do domínio japonês (19101945). No final da Segunda Guerra Mundial, as forças japonesas se renderam às forças da União Soviética, que ocuparam o norte da Coreia (atual Coreia do Norte), e dos Estados Unidos, que ocuparam a parte sul (atual Coreia do Sul) iniciando ai a divisão e a guerra entre as duas coréias. No norte, um guerrilheiro anti-japonês chamado Kim Il-sung obteve o poder através do apoio soviético; no sul, um político de direita, Syngman Rhee, foi nomeado como presidente.

Kim Il-sung instalou a Ideia Juche uma “ditadura” com ideologia marxistaleninista com forte culto a personalidade e uma auto-suficiência com fortes marcas no povo lembrando fortemente a uma monarquia absolutista.

É muito complexo falar sobre a Coréia do Norte e como o país é totalmente diferente dos outros países do mundo, começando por ainda serem um país muito fechado ao mundo muito pelo seu ideal “socialista” (muito entre aspas, no final das contas a Idéia Juche é muito diferente do Socialismo Marxista), porém apontarei a maior parte das coisas que fazem o país um pesadelo ocidental e pra paz do mundo.

Começando explicando a Ideologia Juche, que e uma adaptação do comunismo marxista-leninista que defende a autarquia da nação entre si, a auto suficiência industrial e de serviços, para preservar a dignidade e a soberania da nação e como vemos não apenas a economia mas também a diplomacia com outros países, principalmente os do Ocidente. O Culto a personalidade, ou melhor, dizendo o controle cerebral feito para o líder Supremo (Sim, Líder Supremo) são enormes, desde a cultura, já que basicamente toda música, arte ou escultura são em tornos dos três grandes líderes da história do país Kim Il-sung  e, em menor medida, à Kim Jong-il e Kim Jong-un.

Continuando a falar sobre cultura o país não possui Internet apenas uma rede doméstica fechada ao país, suas televisões são todas sintonizadas no mesmo canal que é um canal do governo que controla todo (com ênfase enorme em “todo”) tipo de programação, seja ela mundial ou do país.

Além dessas enormes extravagâncias temos o atual Líder Supremo Kim Jong-un e bem quando o assunto é ser extravagante ele ganha, começa por ser o comandante mais novo  do planeta apenas 34 anos, é um General de quatro estrelas sem ao menos passar pelo exército, Ele estudou na Europa por um tempo, porém ao voltar para o seu país se abdicou dos costumes ocidentais e por fim em dezembro de 2013, seu tio Jang Song-taek teria sido fuzilado a seu comando por ser acusado de traição e tentativa de golpe. De acordo com uma agência sul-coreana, entre os mortos estão Jang Kye-sun – irmã de Jang Song-taek – e Jon Yong-Jin, marido dela e embaixador norte-coreano em Cuba. Jang Yong-chol, sobrinho de Jang Song-taek e embaixador na Malásia também teria sido executado junto com seus dois filhos. Os filhos e netos dos dois irmãos mais velhos de Jang Song-taek também estariam entre os fuzilados.

Se os problemas ficassem apenas nas curiosidades do Líder estaria ok, porém é mais do que isso, o país possui uma tradição militarista e no meio da guerra que se encontra com a sua vizinha do sul possui uma margem muito superior de soldados (1,2 milhão de militares em comparação com 680 mil soldados na Coreia do Sul, sendo cerca de 30 mil desses soldados no Sul dos Estados Unidos) além da forte força nuclear que hoje é um grande problema do mundo, tendo em conta a violação dos direitos internacionais em seus vários testes nucleares claramente uma espécie de demonstração de poder e teimosia ao controle Ocidental.

A falta de informação a cerca de tudo, um líder nada negociável e com rivais também nem um pouco acomodados ( Trump e Puttin ) a Coréia se torna base de uma complicada situação mundial que não tem nem de perto uma solução, o país é nada mais nada menos que o fruto de uma intensa interferência mundial feita na Guerra Fria pelas duas potências ( EUA e Rússia) que se vêem obrigadas a resolver a Coréia do Norte e no final em uma boa comparação um filho levado que pode começar uma terrível briga por toda a família e uma briga de proporções enormes que causaria problemas mundiais caso se torne nuclear.

images
Reação de Kim Jong-un a esse texto
Anúncios