Venezuela

Venezuela, oficialmente República Bolivariana da Venezuela é um país da América localizada na parte norte da América do Sul, constituída por uma parte continental e um grande número de pequenas ilhas no Mar do Caribe faz fronteira com o Brasil a sul, Colômbia a Oeste e Guiana a leste o país possui uma área de 916 445 km².

Como boa parte dos países da América do Sul fala o espanhol devido à grande colonização espanhola. Seu governo é Presidencialista sendo o atual Presidente Nicolás Maduro, seu vice é Tareck Zaidan El Aissami. O IDH é de 0,767 (71°) considerado elevado, sua renda per capita é de US$ 6 869 ( R$ 23.418,25 ) seu PIB é de US$ 209,226 bilhões (R$ 714.163.536 Bilhões) apesar disso o país enfrenta graves problemas sociais e econômicos, tais como a inflação (que é só a mais alta do mundo), escassez de produtos básicos nos mercados, alta criminalidade e censura da imprensa.

A Venezuela é uma república federal dividida em 23 estados, um Distrito Capital (que compreende a cidade de Caracas e a sua área metropolitana), as Dependências Federais (formada por 72 ilhas e ilhotas na sua maioria sem população humana) e um território em reivindicação com a Guiana .

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As cores da bandeira venezuelana são o amarelo, azul e vermelho, nessa ordem: o amarelo representa a riqueza da terra, o azul o mar e o céu do país, e o vermelho o sangue derramado pelos heróis da independência.

Os 23 estados da Venezuela são os seguintes (entre parênteses figura o nome da capital de cada estado):

1.     Amazonas (Puerto Ayacucho)

2.     Anzoátegui (Barcelona)

3.     Apure (San Fernando de Apure)

4.     Aragua (Maracay)

5.     Barinas (Barinas)

6.     Bolívar (Ciudad Bolívar)

7.     Carabobo (Valencia)

8.     Cojedes (San Carlos)

9.     Delta Amacuro (Tucupita)

10.  Falcón (Coro)

11.  Guárico (San Juan de Los Morros)

12.  Lara (Barquisimeto)

13.  Mérida (Mérida)

14.  Miranda (Los Teques)

15.  Monagas (Maturín)

16.  Nueva Esparta (La Asunción)

17.  Portuguesa (Guanare)

18.  Sucre (Cumaná)

19.  Táchira (San Cristóbal)

20.  Trujillo (Trujillo)

21.  Yaracuy (San Felipe)

22.  Vargas (La Guaira)

23.  Zulia (Maracaibo)

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Os estados da Venezuela encontram-se agrupados em nove regiões administrativas, que foram criadas a partir de um decreto presidencial de 1980. As regiões e os estados que as compõem são as seguintes:

Capital MéridaTrujilloBarinas
  Capital MirandaVargasDistrito Capital
  Central AraguaCaraboboCojedes
  Centro-Oeste FalcónLaraPortuguesaYaracuy
  Guayana BolívarAmazonasDelta Amacuro
  Insular Nueva EspartaDependências Federais
  Llanos Apure (excluindo o município Páez), Guárico
  Nordeste AnzoáteguiMonagasSucre
  Zuliana Zulia
  Sudoeste TáchiraMunicípio Páez de Apure

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Antes da chegada dos europeus, a Venezuela era habitada por vários povos dos quais se destacam os índios caribes, os aruaques e os cumanagatos.

Em 1498 Cristóvão Colombo chegou à costa da Venezuela durante a sua terceira viagem ao continente americano. A colonização espanhola iniciou-se em 1520, incidindo nas ilhas e na região costeira. Em 1567 foi fundada a cidade de Caracas, que se tornaria o centro mais importante da região.  Em 1806 ocorreu a primeira insurreição independentista da Venezuela encabeçada pelo general Francisco de Miranda. A independência foi proclamada em 5 de Julho de 1811, mas Miranda foi preso e foram necessários dez anos de luta contra as forças espanholas até a decisiva batalha de Carabobo (1821).

A Venezuela integrou então a República da Grã-Colômbia, junto com a Nova GranadaEquador e Panamá. Após a morte de Simón Bolívar, o grande herói da independência, a Venezuela retirou-se da Grande Colômbia. De 1870 a 1888 o liberal Antonio Guzmán Blanco governou a Venezuela de forma autoritária, exercendo uma política de obras públicas, de luta contra o analfabetismo e contra a influência da Igreja Católica. Ao seu governo sucederam-se períodos de pequenas ditaduras militares. Cipriano Castro apoderou-se da presidência em 1899 e pôs em prática uma política externa agressiva que provocou em 1902 o bloqueio e ataque dos portos da Venezuela pela InglaterraAlemanha e Itália.

Em 1908 Castro foi deposto por Juan Vicente Gómez, ditador durante os vinte e sete anos seguintes. Foi durante o seu governo, em 1922, que se iniciou a exploração das jazidas de petróleo da Venezuela.

Em 1945, após a queda da ditadura do general Isaías Medina Angarita, Rómulo Betancourt, fundador do partido Acción Democrática, tornou-se presidente provisório até as eleições livres de finais de 1947 que levaram o escritor Rómulo Gallegos à presidência. Uma revolta militar retirou-o do poder; em 1953 instalou-se a ditadura de Pérez Jiménez. Após esse período o país passou por alguns presidentes e no ano de 1973 a grande crise Crise do petróleo trouxe os problemas atuais que o país vive e levou a uma crise política que deixou centenas de mortos nos distúrbios de “Caracazo” em 1989; duas tentativas de golpes de Estado em 1992 e o impeachment do presidente Carlos Andrés Pérez (reeleito em 1988) por corrupção em 1993. O colapso da confiança nos partidos existentes acabou ajudando Chávez a se eleger presidente em 1998 e a lançar a subsequente “Revolução Bolivariana“, que começou com uma Assembleia Constituinte de 1999 a escrever uma nova Constituição da Venezuela.

Chávez se manteve até 2013 quando morreu e seu posto passou para Nicolás Maduro.

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Foto do Caracazo que tem contornos parecidos com a atual crise

Cultura

A cultura da Venezuela é uma mistura que inclui, essencialmente, três famílias diferentes: os ameríndios, os africanos e os espanhóis. As duas primeiras culturas eram, por sua vez, diferenciadas de acordo com as tribos A influência indígena é limitado a algumas palavras de vocabulário e gastronomia e a muitos nomes de lugares. A influência africano da mesma forma, além de instrumentos musicais como o tambor. A influência espanhola foi predominante (devido ao processo de colonização e da estrutura sócio-econômica que foi criada) e, em particular, das regiões de Andaluzia e Extremadura, os locais de origem da maioria dos colonos no Caribe durante a era colonial. Um exemplo disso inclui edifícios, música, a religião católica e o idioma espanhol. O beisebol é o esporte mais popular da Venezuela, sendo que a Liga Venezuelana de Beisebol Profissional existe desde 1945. Além do beisebol, outros esportes populares no país são o basquete e o futebol. Venezuela sediou o Mundial Pré-Olímpico de Basquete de 2012 e a Copa América de Basquetebol Masculino de 2013, que aconteceu no Poliedro de Caracas. O futebol, liderado pela Seleção Venezuelana de Futebol está ganhando popularidade também.

Venezuela também é o lar de piloto de Fórmula 1Pastor Maldonado. No Grande Prêmio da Espanha de 2012, ele conquistou sua primeira vitória e se tornou o primeiro e único venezuelano ter feito isso em toda a história da Fórmula 1. Maldonado tem aumentado a popularidade da Fórmula 1 na Venezuela e agora está inspirando milhares de jovens crianças venezuelanas a seguir carreira no esporte.

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Pastor Maldonado

Nos Jogos Olímpicos de Verão de 2012, venezuelano Rubén Limardo conquistou o ouro na esgrima.

A Venezuela tem as maiores reservas de petróleo e gás natural do mundo, além de ser classificada consistentemente entre os dez maiores produtores mundiais de petróleo. Em comparação com o ano anterior, outros 40,4% em reservas de petróleo bruto foram comprovados em 2010, permitindo que a Venezuela superasse a Arábia Saudita como o país com as maiores reservas desse tipo.  As principais jazidas de petróleo do país estão localizadas em torno e abaixo do lago Maracaibo, no Golfo da Venezuela (ambos em Zulia) e na bacia do rio Orinoco (Venezuela leste), onde maior reserva do país está localizada. Além das maiores reservas de petróleo convencional e a segunda maior reserva de gás natural do Hemisfério Ocidental,  o país também possui depósitos não convencionais de petróleo (óleo bruto extra-pesado, betume e areias betuminosas) aproximadamente iguais às reservas mundiais de petróleo convencional. O sistema elétrico na Venezuela é um dos poucos a usar principalmente a energia hidrelétrica, e inclui a Hidrelétrica de Guri, uma dos maiores do mundo.

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Vista de parte do Complexo de Paraguaná, da estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA), uma das maiores refinarias do mundo

Venezuela está entre os países com as maiores taxas de violência urbana do mundo. Estima-se que um venezuelano seja assassinado a cada 21 minutos (Enquanto você lê já morreram dois). Crimes violentos tem sido tão comuns na Venezuela que o governo não mais divulga estatísticas sobre crimes ocorridos. Em 2013, a taxa de homicídios era de aproximadamente 79 por 100.000 habitantes, uma das mais altas do mundo, tendo quadruplicado nos últimos 15 anos, com mais de 200.000 pessoas assassinadas. O número de vítimas nas últimas décadas e semelhante aos da guerra do Iraque, e em algumas instâncias, tiveram mais civis mortos ainda que o país viva em época de paz.

A capital Caracas tem uma das maiores taxas de homicídios entre as grandes cidades do mundo, com 122 homicídios por 100.000 habitantes. Em 2008, pesquisas indicaram que a violência era a maior preocupação de eleitores venezuelanos.

Crise na Venezuela

A forte crise que abala a Venezuela vem forçando o povo desde o início de abril a ir para as ruas contra o governo  de Nicolás Maduro e as coisas ainda pioraram quando no dia 1° de maio foi assinado um decreto para realização de uma Assembléia Constituinte para mudar a Constituição que vigora no país desde 1999.

A crise que tem contornos políticos e econômicos começou com a morte de Hugo Chavéz, grande presidente do país que morreu em 2013 e foi sucedido pelo então vice Nicolás Maduro que venceu as eleições em cima de Henrique Capriles, começando assim o seu comando que nos seus primórdios era bastante elogiado.

Porém foi questão de tempo até o governo ser criticado pelo povo, a economia já em queda a um tempo começou a decair cada vez mais e um dos motivos principais é a queda do petróleo, produto de principal exportação no país, assim essa queda contribuiu para uma retração de 30% no PIB do país e uma inflação projetada na casa dos 1.660% para 2017. Era uma questão de tempo até que os problemas econômicos impactassem os índices de pobreza, que hoje atinge 70% das famílias venezuelanas, e a popularidade de Maduro, que está em 8,7%. A violência também estourou, levando a capital Caracas ao topo do ranking das cidades mais violentas do planeta (Revista Abril, 2017).

Esses fatos em particulares levaram durante o ano o povo à rua e cerca de 40 mortos já são confirmados, essa disputa se mantém, pois Nicolás continua forte no seu domínio não querendo ceder a novas eleições como a oposição comandada por seu rival de eleição Henrique Capriles que acha que o mais certo no momento no país são novas eleições, além de Capriles o governo de Nicolás precisa enfrentar os “presos políticos” que pela maioria ser julgado por tribunais militares e não civis fazem com que o Ong’s e a população desconfie da integridade do governo, as oposições externas como o próprio Mercosul que suspendeu a Venezuela do grupo  se mantém aliada da oposição em busca de melhoras na triste situação do país. Nicolás possui apoio do Exército Venezuelano que combate de frente a oposição nas ruas por comando do Ministro da Defesa e chefe das Forças Armadas, Vladimir Padrino López apesar disso há indícios de soldados desertores indo para Colômbia negando se reprimir aos protestos.

Apesar do apoio do Papa a disputa continua e caso o presidente continue redundante em seus ideais e não se renda às eleições que o povo tanto busca o país continuará nessa crise e talvez a grande esperança seja no exército visto que seus soldados também não concordam ao certo com Maduro e uma mudança de lados poderia ser a grande mudança.

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Manifestante na rua da capital Caracas

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