República centro africana ou, raramente, República da África Central é um país localizado no centro da África, limitado a norte pelo Chade, a nordeste pelo Sudão, a leste pelo Sudão do Sul, a sul pela República Democrática do Congo e pela República do Congo, e a oeste pelos Camarões. Sua capital é Bangui, o país possui 622.984 km²

A maior parte da República Centro-Africana consiste em savanas, mas o país também inclui uma zona Sahel-sudanesa no norte e uma zona de floresta equatorial no sul. Dois terços do país estão na bacia do rio Ubangui (que desemboca no rio Congo), enquanto o terço restante está localizado na bacia do Chari, que desemboca no Lago Chade. É um dos poucos países africanos que não possuem contato com o mar e como colônia francesa possui um lema bastante parecido com o país europeu: Lema: “Unité, Dignité, Travail” (“Unidade, Dignidade, Trabalho”) sendo o Francês Lema: Liberté, Égalité, Fraternité (Francês: “Liberdade, Igualdade, Fraternidade”).

A República Centro-Africana é uma república presidencialista. Possui o menor IDH do mundo 0,352 (188.º) um PIB total de 3 bilhões e uma baixa renda per capita de apenas US$ 726 (R$ 2,682), cercado por uma população de quase 6 milhões de pessoas, esta dividida em mais de 80 grupos étnicos, cada um com sua própria língua. Os maiores grupos étnicos são os Baya (33%), Banda (27%), Mandjia (13%), Sara (10%), MBOUM (7%), M’Baka (4%) e Yakoma (4%), com os outros 2%, incluindo descendentes de europeus, principalmente franceses. As principais línguas são o Sangho (língua materna para 17% da população) e o Manza (11%). A língua oficial é o francês.

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Bandeira do País

A República Centro-Africana divide-se em 14 prefeituras administrativas, 2 prefeituras econômicas e 1 comuna autônoma. As 14 prefeituras são:

As prefeituras econômicas são :

·          Nana-Grébizi ·         (capital Kaga Bandoro)
·          Sangha-Mbaéré ·         (capital Nola)

A Comuna autônoma é:

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Subdivisões do País

Cultura

O que hoje é a República Centro-Africana foi habitada há milênios. No entanto, as fronteiras atuais do país foram estabelecidas pela França, que governou o país como uma colônia a partir do final do século XIX. Apenas em 1960 o país conseguiu sua independência e apesar disso o país desde então nunca possuiu estabilidade política tendo reviravoltas a todo instante no decorrer dos anos.

Em 1976, seu presidente, Jean-Bédel Bokassa, declarou-a império e a si próprio imperador. Após denúncias de atrocidades, ele foi deposto em 1979, e o país voltou a ser República. A instabilidade política persistiu e, em 1981, o general André Kolingba tomou o poder.

O governo civil foi restaurado em 1986, com Kolingba ainda presidente. Houve reivindicações por eleições multipartidárias e o Movimento Democrático pela Renovação e Evolução na África Central (MDREC) foi constituído. Uma conferência constitucional fracassou em 1992 e o líder do MDREC foi aprisionado. Em 1993, ocorreram eleições livres, vencidas no segundo turno por Ange-Félix Patassé, ex-primeiro-ministro do governo Bokassa.

Em 2003, um golpe de Estado depôs Patassé, e o líder rebelde François Bozizé assumiu o poder. Dois anos depois, ele organizou eleições presidenciais e as venceu em segundo turno. Em 2013, Bozizé foi deposto por um novo golpe, após a coalizão rebelde Seleka assumir o controle da capital e forçar a fuga do ex-presidente para Camarões.

Talvez muito por esses problemas políticos o país lidera, ou melhor, é o lanterna de várias listas negativas, como um dos piores países para se viver, pior saúde tendo em pesquisas antigas cerca de 8 médicos a cada 100.000 pessoas, e apesar de suas jazidas minerais significativas e outros recursos, tais como reservas de urânio, petróleo, ouro, diamantes, madeira e energia hidrelétrica, bem como quantidades significativas de terras aráveis, a República Centro-Africana está entre os dez países mais pobres do mundo tendo sua economia bastante agrícola: agricultura de subsistência (mandioca, milhete, inhame, milho, etc.), de exportação (café e algodão), e criação de gado . A principal fonte de riqueza mineral é a produção de diamantes. A industrialização limita-se ao beneficiamento de produtos minerais e vegetais. As rendas provenientes do turismo não cobrem seu déficit comercial, o que o torna um dos países mais pobres do mundo. Tal situação é agravada pelo isolamento geográfico, que contribui para desaquecer a exploração de urânio (em Bakuma), além de limitar as exportações (café, algodão, madeira, diamantes) do país. O turismo é a nova e crescente fonte de divisas, curiosos visitam os diferentes tipos de tribos e que se espalham pelo país.

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Claramente o país com o maior número de Refugiados nessa porção da África.
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Rua na Capital Bangui

A Mídia e sua influência

Bom, não estou aqui pra criticar a mídia, porquê, no final das contas ela que traz todas as informações pra gente e esse texto é uma forma de mídia também, então no final das contas eu estaria sendo hipócrita, mas estou aqui pra confirmar e debater o que todos sabem, a gente ver o que é “preciso” ver, e aquilo que não é favorável ou até desinteressante é simplesmente menosprezado.

Você provavelmente nunca deve ter nem ouvido falar de República Centro-Africana e também nem deve saber o que tá rolando por lá então vamos lá:

Desde 2013 o país vive esse conflito político-religioso quando o presidente do País  François Bozizé foi deposto por rebeldes muçulmanos e desde então o país vive em guerra entre o lado católico e islâmico. O lado Islâmico: Rebeldes Seleka o lado cristão anti-Balaka medem forças pelo domínio do país e a ONU tenta de todas as formas possíveis intervir e conciliar a paz no país com os Blue Helmets (Capacetes Azuis: tropa multi nacional das Forças de manutenção da paz das Nações Unidas) o número de mortos chega perto de 150 desde então e mais de 15.000 moradores foram obrigados a fugirem de suas moradias tanto na capital Bangui e na cidade de Bria onde ocorre maior parte dos eventos.

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Blue Helmets

Recentemente o papa fez uma missa pelo país onde visitou em novembro de 2015 e pede para que ocorra dialogo e o fim da guerra armada entre ambos os lados, porém a situação parece bastante complicada desde que Bozizé foi deposto, uma solução não vai acontecer tão cedo.

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Situação do País em zona de conflito

E onde a mídia entra nisso, simples, você provavelmente não fazia idéia disso nem pelos noticiários (Nem eu) e essas notícias são aquelas que você precisa procurar a fundo porque no final não importa não traz retorno como falar da síria, da Coréia ou de George filho da Kate Middleton que chorou após ser repreendido pela mãe, ou até mesmo a Peppa… Todos os detalhes desse país achei por mídias de Portugal que possui cerca de 200 soldados unidos aos capacetes azuis no país.

Esses problemas das mídias não apenas do país ocorrem em todo mundo como por exemplo em 2015 enquanto o mundo olhava Paris e o atentado ao Bataclan entre outros lugares simultâneos na França a Nigéria sofria um ataque parecido onde 45 pessoas foram mortas, e os noticiários pouco informaram, não querendo comparar as duas tragédias mas a notícia deve ser espalhada de forma igual e nós sabemos que não é assim.

Por fim peço a você que quando estiver “OCIANDO” busque esse tipo de conhecimento e não fique apenas nessa linha tênue que é o noticiário comum, busque sempre melhorar seu conhecimento.

A-mídia-é-a-entidade-mais-poderosa-na-Terra.-Eles-tem-o-poder-de-fazer-o-inocente-ser-culpado-e-o-culpado-ser-inocente
Essa nem precisa de legenda
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