República Popular da China ou apenas China e um país da Ásia oriental e o mais populoso do mundo com mais de 1,36 bilhões de pessoas quase 20% da população do mundo. Com aproximadamente 9,6 milhões de km sendo assim o 4° maior país do mundo ( 3° se conta algumas regiões autônomas controladas pelo país superando o Canadá).

Sua paisagem é variada, com florestas de estepes e desertos (como os de Gobi e de Taklamakan) no norte seco e frio, próximo da Mongólia e da Sibéria (Rússia), e florestas subtropicais no sul úmido e quente, próximo ao VietnãLaos e Mianmar. O terreno do país, a oeste, é de alta altitude, com o Himalaia e as montanhas Tian Shan formando fronteiras naturais entre a China, a Índia e a Ásia Central. Em contraste, o litoral leste da China continental é de baixa altitude e tem uma longa faixa costeira de 14 500 quilômetros, delimitada a sudeste pelo Mar da China Meridional e a leste pelo Mar da China Oriental, além dos quais estão TaiwanCoreia (Norte e Sul) e Japão

O país possui um PIB de US$ 10,982 trilhões (R$ 41,139 trilhões) o segundo maior do mundo e a renda per capita de US$ 7.989 (R$ 29.926) ocupando o 84°, a moeda do país e o Yuan e sua língua principal e o mandarim. Por vários motivos a China se mostra uma potência emergente e até possui uma cadeira permanente do Conselho da ONU o país e a segunda maior economia do mundo, possui o maior exército e o segundo maior em orçamento de defesa além e claro do enorme poder industrial sendo o maior exportador e o terceiro maior importador e ainda está em crescimento sendo o maior desenvolvedor de mão de obra no mundo.

A China junto com Cuba, Coréia do Norte, Transnítria, Vietnã e Laoana compõe os 6 países Socialistas no mundo, o país e governado pelo Partido Comunista da China e seu presidente em exercício e Xi Jinping seguindo um governo socialista uni partidário.

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Xi Jiping atual presidente

A República Popular da China (RPC) tem o controle administrativo sobre 22 províncias e considera Taiwan como a sua 23ª província, apesar da ilha ser atualmente administrada pela República da China (RC), que contesta a alegação da RPC. A China também tem cinco subdivisões oficialmente denominadas regiões autônomas (cada uma com um grupo étnico minoritário designado); quatro municípios e duas Regiões Administrativas Especiais (RAE), que possuem um alto grau de autonomia política. Estas 22 províncias, cinco regiões autônomas e quatro municípios podem ser referidos coletivamente como “China continental“, um termo que geralmente exclui as RAE de Hong Kong e Macau. Nenhuma dessas divisões são reconhecidas pelo governo da RC, que reivindica a totalidade do território da RPC.

 

 

 

Províncias ()
·         Anhui (安徽)

·         Cantão (广东)

·         Fujian (福建)

·         Gansu (甘肃)

·         Guizhou (贵州)

·         Hainan (海南)

·         Hebei (河北)

·         Heilongjiang (黑龙江)

·         Henan (河南)

·         Hubei (湖北)

·         Hunan (湖南)

·         Jiangsu (江苏)

·         Jiangxi (江西)

·         Jilin (吉林)

·         Liaoning (辽宁)

·         Qinghai (青海)

·         Shaanxi (陕西)

·         Shanxi (山西)

·         Sichuan (四川)

·         Taiwan (台湾)

·         Xantum[236] (山东)

·         Yunnan (云南)

·         Zhejiang (浙江)

ilha de Taiwan é reivindicada pela República Popular da China, mas é administrada pela República da China
Regiões autonômas (自治区) Municípios (辖市) Regiões administrativas
especiais (
别行政区)
·         Guangxi (广西壮族自治区)

·         Mongólia Interior (内蒙古自治区)

·         Ningxia (宁夏回族自治区)

·         Xinjiang (新疆维吾尔自治区)

·         Tibete (西藏自治区)

·         Pequim (北京市)

·         Chongqing (重庆市)

·         Xangai (上海市)

·         Tianjin (天津市)

·         Hong Kong (香港特別行政區)

·         Macau (澳門特別行政區)

 

 

 

História

A china possui uma das histórias mais ricas do mundo por sua diversificação e seu longo tempo que data desde a primeira dinastia ou seja uma monarquia hereditária iniciada em 2.100 A.C. o primeiro império ou estado unificado Chines foi estabelecido por Qin Shi Huang em 221 A.C  e impôs muitas reformas em toda a nação, principalmente a normalização forçada da língua, medidas, comprimento de eixos e da moeda chinesa. A subsequente Dinastia Han governou a China entre 206 a.C. e 220 d.C. e criou uma duradoura identidade cultural entre a população, fator que resiste até os dias atuais. Essa dinastia expandiu consideravelmente o território do império através de campanhas militares que atingiram CoreiaVietnãMongólia e Ásia Central, além de ter criado a Rota da Seda. Após o colapso dos Han, um outro período de desunião seguiu-se, que incluiu a época chamada de Três Reinos. Os Estados independentes chineses deste período, como o Wu Oriental, estabeleceram relações diplomáticas com o Japão,[35] introduzindo o sistema de escrita chinês por lá. Em 581, a China foi reunificada sob o governo da Dinastia Sui. No entanto, essa dinastia recuou após sua derrota na Guerra Goguryeo-Sui (598-614).

Durante as dinastias Tang e Song, a tecnologia e a cultura chinesa entraram em uma idade de ouro. O Império Tang esteve no auge do poder até meados do século VIII, quando a Rebelião de An Lushuan destruiu a prosperidade do reino. A dinastia Song foi o primeiro governo na história do mundo a emitir papel-moeda e a primeira entidade política chinesa a estabelecer uma marinha permanente.

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A grande muralha da China construída por várias Dinastias durante dois mil anos com o objetivo de defender as regiões agrícolas e de invasores

Em 1271, o líder mongol e quinto Khagan do Império MongolKublai Khan, estabeleceu a Dinastia Yuan, com o último remanescente da Dinastia Song caindo para os Yuan em 1279. Antes da invasão mongol, as dinastias chinesas teriam tido cerca de 120 milhões de pessoas sob seu comando; após a conquista ter sido concluída em 1279, o censo de 1300 estimou cerca de 60 milhões de habitantes.

Um camponês chamado Zhū Yuánzhāng derrubou a Dinastia Yuan em 1368 e fundou a Dinastia Ming. Sob essa dinastia, a Chinaentraria em outra era de ouro, com o desenvolvimento de uma das mais fortes marinhas do mundo e uma economia rica e próspera em meio a um florescimento artístico e cultural. A Dinastia Qing, que durou até 1912, foi a última dinastia imperial da China.  No século XIX, essa linhagem adotou uma postura defensiva em relação ao imperialismo europeu, embora estivesse envolvida em uma expansão imperialista particular para a Ásia Central. Neste momento, o país começou a perceber a importância do resto do mundo, em particular do Ocidente. Como a China se abriu ao comércio exterior e à atividade missionária, o ópio produzido pela Índia britânica foi forçado a entrar no Império Qing. Duas Guerras do Ópio com a Grã-Bretanha enfraqueceram o controle do Imperador. O imperialismo ocidental revelou-se desastroso para o país.

Em 1 de janeiro de 1912, a República da China foi estabelecida, anunciando o fim da China Imperial. Sun Yat-sen do Kuomintang (Partido Nacionalista ou KMT) foi proclamado o presidente provisório da República. No entanto, a presidência foi dada mais tarde a Yuan Shikai, um ex-general Qing que comandou o país ate sua morte em 1916 que deu início a Era dos Senhores da Guerra na China um período  de 1916 a 1928, quando o país foi dividido entre chefes militares, uma divisão que continuou até a queda do governo nacionalista nas regiões da China continental. Durante esse período o país passou por uma guerra civil entre 1927-1937 e novamente em 1946-1949 entre as forças nacionalistas e comunistas chinesas a guerra remete ao fim da dinastia Qing porém teve seu auge pós segunda guerra mundial nos seus três anos finais.

Em 1 de outubro de 1949, Mao Tsé-Tung proclamou a criação da República Popular da China, que ficou conhecida no ocidente como “China comunista” ou “China Vermelha” durante o período da Guerra Fria. Seu governo durou até o ano de 1976 onde Xiapiong iniciaria o que conhecemos como Socialismo de mercado na China e trazer o país para a grande posição que é hoje.

 

Cultura

 

Os chineses desenvolveram a todo mundo a sua cultura de forma a ser bastante conhecida principalmente seus costumes medievais, os Chineses sempre viram a caligrafia e a pintura acima da dança e do teatro logo e um dos motivos para vários filósofos e grandes pintores marcarem a história do país

Na cultura chinesa os valores tradicionais são derivados da versão ortodoxa do confucionismo ou ensinamento dos sábios em homenagem ao grande filósofo Confúcio, dentro desses valores encontramos a farta culinária chinesa, a tradição do chá e todo sua misticidade, o idioma e a ópera chinesa que unem elementos trágicos e cômicos misturados com canto, dança, narrações poéticas e acrobacias. Trata-se de uma dramatização de feitos históricos e lendas populares.

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A cidade proibida em Pequim onde já foi o Palácio Imperial

 

Ainda temos as suas religiões marcadas pela sua excentricidade como o Budismo, confucionismo e o taoísmo dominante no país e com detalhes diferentes contribuindo para a sua diversidade. O Seu calendário e lunissolar cada ano possui doze lunações acarretando em um total de 354 dias. Para não se perder a sincronia com o ciclo solar (de 365,25 dias), é acrescentado um mês aproximadamente a cada três anos, Desde 28 de Janeiro de 2017, estamos no ano 4715 do calendário chinês, o ano do Galo que segue o seguinte ciclo:”shubaza” 鼠 (rato), “niu” 牛 (boi), “hu” 虎 (tigre), “tu” 兔 (coelho), “long” 龍 (dragão), “she” 蛇 (serpente), “ma” 馬 (cavalo), “yang” 羊 (cabra), “hou” 猴 (macaco), “ji” 雞 (galo), “gou” 狗 (cão), “zhu” 豬 (porco).

 

Guerra comercial

Desde o fim da 2 Guerra mundial e o início de uma mudança de postura econômica na China o país vive um crescimento bastante acelerado e o posto de maior potência mundial sempre foi questão de tempo, agora como os EUA iriam agir quanto a isso era a dúvida e agora começamos a perceber as investidas para o que pode se tornar uma guerra comercial entre as duas potências, levando em conta isso vamos aos antecedentes

Em meio a guerra fria a China do lado Socialista começou em 1976 o que seria seu “Milagre Econômico” a abertura econômica chinesa iniciada após a morte de Mao Tse-Tung e o início do governo de Deng Xiaoping que buscava uma recuperação tecnológica e financeira ao país e  Seu grande objetivo foi o de abrir a economia chinesa mas controlando efetivamente as decisões por meio da forte intervenção do Estado, sem democracia buscando bate de frente com seus vizinhos os Tigres Asiáticos que viam em forte crescimento.

O primeiro passo foi transformar a produtividade agrária em que 70% da população trabalhava. Eliminou a existência das comunas populares (privatizando-as), dividiu a produção rural entre 50% para o Estado e 50% para o mercado interno e externo.

O segundo passo, foi a perpetuação das ZEE’s consideradas hoje como verdadeiros “shopping-centers” capitalistas. As zonas econômicas especiais são distritos ou cidades que foram planejadas para receberem inúmeras instalações de empresas de capital misto. Esta medida resultou no aumento da concorrência com as antigas e obsoletas empresas estatais chinesas. As empresas multinacionais visavam e visam, a produzir e a exportar a baixos custos devido a presença de mão-de-obra farta, barata e disciplinada porém desqualificada.

O terceiro passo foi investir com apoio de cientistas estrangeiros, europeus e norte-americanos, em novas tecnologias e ciência.

O quarto passo está sendo, garantir a defesa do país por meio de fortes investimentos no setor militar principalmente o nuclear, tanto para fins de produção de energia quanto para criação de armas nucleares. E por fim reincorporou Hong-Kong e depois Macau ao seu território, impulsionando mais ainda o crescimento econômico.

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Deng Xiaoping responsável pelo crescimento econômico do país

Esses passos levaram a China a ser a grande potência que é hoje com base no sistema de Socialismo de Mercado que leva a alguns problemas como  ainda sendo forte contra a democracia e dessa forma um país com forte censura política, problemas no seu lado Ocidental (O Estado controla o mercado, e o mercado é flexibilizado pela concorrência empresarial que ocorre na China Oriental e não na parte Ocidental desértica, montanhosa, fria e com nações que lutam para se libertar do domínio chinês a décadas – TibeteSian KiangMongólia) e ainda forte questões a serem resolvidas sobre direitos humanos a China e simplesmente o país que mais cresce no mundo.

Com esses dados em pauta podemos ir as investidas do atual presidente Americano Donald Trump contra os Chineses ao pedi que um representante comercial que examine se as políticas comerciais chinesas prejudicam investidores ou companhias americanas no que se refere a propriedade comercial. Querendo proteger o monopólio Americano e afirmando que não quer que Pequim “Roube” segredos industriais dos Estados Unidos.  Além e claro de desde o início de sua posse ele deixa claro sua visão que China e uma ameaça comercial e no começo de sua posse ameaçou subir as taxas de importação de produtos chineses para 45%, e além de ter causado conflitos diplomáticos com a China, agora acusa o gigante asiático de manipular a própria moeda e de roubar empregos dos americanos.

Em contrapartida os chineses em maio com um investimento de US$ 900 bilhões iniciou um plano de rotas comerciais entre o Oriente e o Ocidente a idéia e alcançar a Europa e a África em cerca de 70 países ampliando a famosa Rota da Seda e difundindo não apenas seus produtos, mas também sua cultura.

Apesar disso tudo os chineses não vêem vantagens nesse protecionismo americano e só acreditam que uma guerra comercial não levara nada de bom aos dois países e principalmente aos seus outros investidores e como se já não bastasse o quesito econômico o EUA pressiona os Chineses a usarem sua influência contra os entraves mundiais causados por Pyongyang como a China e um dos poucos parceiros comerciais da Coreia do Norte.

Logo vemos um embate entre essas duas potências e seus interesses de forma bastante irônica onde o Libertário e Democrático teme sua posição levando-o ao protecionismo de seu mercado e o Conservador e Estatal busca abri suas “asas” perante a economia mundial.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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